sábado, 22 de maio de 2010

Jogos vão reunir 2 mil alunos da rede federal em Brasília

Portal do MEC
Cerca de 2 mil estudantes de 25 estados e do Distrito Federal disputam, de 23 a 29 de maio, os Jogos Brasileiros das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (JIF 2010). Brasília será palco do torneio, que visa incentivar a prática esportiva entre os jovens brasileiros e promover o espírito de confraternização e intercâmbio entre os participantes das mais de 255 escolas da rede federal de educação profissional. A cerimônia de abertura ocorre neste domingo, 23, às 18h, no ginásio do Cruzeiro.

Participarão estudantes dos cursos técnicos e superiores de tecnologia com limite de idade de 21 anos. “Os jogos resgatam a prática esportiva, além de comemorar o centenário da rede federal com intercâmbio de alunos em uma competição saudável”, destaca Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC.

Onze modalidades compõem o programa dos jogos: vôlei, vôlei de praia, basquete, handebol, futsal, futebol de campo, natação, atletismo, tênis de mesa, xadrez e judô. Destaque para o torneio de vôlei masculino, com 21 estados representados, a modalidade com maior diversidade de inscritos. Já o futebol masculino, às vésperas de mais uma Copa do Mundo, possui o maior número de alunos inscritos: são cerca de 320 atletas de 20 estados. As competições serão realizadas em diversos locais de Brasília a partir da segunda-feira, 24. A tabela completa pode ser acessada na página dos jogos na internet.

Os JIF 2010 são uma realização do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Esporte, Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) e Governo do Distrito Federal (GDF).

Assessoria de Imprensa da Setec

Caixa dá prioridade a bolsista ao selecionar seus estagiários

Portal do MEC
A Caixa Econômica Federal tem este mês 1.655 estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) fazendo estágio em suas unidades, distribuídas nos 26 estados e no Distrito Federal. Há dois anos, bolsistas do ProUni têm prioridade na seleção de estagiários do banco. Um protocolo assinado entre o Ministério da Educação e a presidência da Caixa, em fevereiro de 2008, assegura esse direito.

De acordo com Josibel Rocha Soares, da gerência de responsabilidade social e empresarial da matriz da Caixa, em Brasília, o tempo padrão do estágio no banco é de dois anos, com atividades de cinco horas de segunda à sexta-feira. Desde que ingressa no estágio, o aluno é acompanhado por um supervisor que orienta e avalia seu desempenho. A cada seis meses, informa Josibel, o supervisor envia o relatório para a instituição de ensino superior onde o aluno faz a graduação.

Direito, administração, contabilidade, comunicação social, engenharia, psicologia e tecnologias da informação são os cursos que abrem maiores oportunidades de estágio na Caixa Econômica. Segundo Josibel, essas áreas de formação estão em sintonia com as atividades desenvolvidas nos departamentos do banco.

Direitos – O estagiário que cumpre 25 horas semanais (cinco horas por dia) recebe bolsa mensal de R$ 581,00, auxílio transporte de R$ 66,00, recesso remunerado a cada 12 meses de atividades e redução da jornada de trabalho em dias de prova na faculdade.

Podem se candidatar ao estágio bolsistas do ProUni que estejam no terceiro semestre dos cursos com duração de três anos a três anos e meio; e no quinto semestre dos cursos com duração de quatro anos ou mais. A procura de bolsistas por estágio aumentou em 2009, segundo Josibel. Só no Centro de Integração Empresa Escola (Ciee) estão inscritos 52.398 beneficiários do ProUni.

As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do Ciee ou do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Ionice Lorenzoni

Participar da olimpíada enriquece a experiência de professores e alunos

Portal do MEC
A jovem Priscila Bispo, moradora da cidade de Entre Rios, na Bahia, passou por um problema de saúde e teve de ficar alguns dias internada no hospital. Lá, conheceu uma senhora que contava diversas histórias sobre sua vida no pequeno município do interior baiano. Daí, nasceu a inspiração para Priscila escrever um texto de memórias, que se tornou um dos semifinalistas da Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, em 2008.

Aluna da sétima série de uma escola situada na periferia, Priscila foi destaque na cidade. “A experiência de chegar à semifinal da olimpíada, além de elevar a autoestima, fez melhorar o relacionamento dela com os professores, colegas de classe e até com os próprios pais”, conta Rita de Cássia Ferreira, professora de Priscila à época, que participou da competição junto com a menina.

Rita acredita que a participação na olimpíada contribuiu para sua formação como educadora. “Enriqueci minha prática em sala de aula, a partir do material pedagógico da olimpíada, enviado a cada escola participante”, relata. A professora afirma que permaneceu usando o material, mesmo fora da época da competição, e o distribuiu para os colegas. “Incentivo todos a participarem este ano.”

A Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que ocorre a cada dois anos, está em sua segunda edição. O objetivo é contribuir para a formação de professores, visando à melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras.

A primeira, realizada em 2008, alcançou 6 milhões de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em parceria do Ministério da Educação com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Na edição de 2008, o número de professores inscritos na olimpíada – de 55.570 escolas, em 5.445 municípios brasileiros – chegou a 202.280. Na Bahia, o total de escolas que se inscreveram na competição foi de 4.988. Chegaram à etapa semifinal 31 professores baianos, cada qual com seu aluno.

Uma das novidades este ano é a participação de estudantes matriculados no nono ano (ou oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com textos do gênero crônica.

As demais categorias permanecem como em 2008 — quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero poesia; sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias. No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com artigos de opinião.

O tema para as redações em todas as categorias é O lugar onde vivo. O objetivo do tema é valorizar a interação das crianças e jovens com o meio em que vivem. Ao desenvolver os textos, o aluno resgata histórias, aprofunda o conhecimento sobre sua realidade e estreita vínculos com a comunidade.

Em 2010, uma coleção didática da olimpíada foi enviada para todas as escolas públicas do Brasil. O material é composto por cadernos de orientação ao professor, que propõem uma sequência didática para o ensino da leitura e composição de texto, coletânea de textos e CD-Rom multimídia para quatro diferentes gêneros textuais (poema, memórias, artigo de opinião e crônica).

Alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual, 152 na regional e 20 na nacional.

Tanto o estudante quanto o docente serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e impressoras.

Para que os docentes se inscrevam, as secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. As adesões e inscrições poderão ser feitas pela internet, até o dia 7 de junho, na página eletrônica do Cenpec.

Assessoria de Comunicação Social

Acompanhe a Olimpíada de Língua Portuguesa

Tiroteio deixa quase 600 estudantes sem aula no Rio

DIANA BRITO
da Sucursal do Rio

A Secretaria Municipal de Educação informou que duas escolas e duas creches tiveram as aulas suspensas nesta sexta-feira por causa do tiroteio entre policiais civis e criminosos durante operação para cumprir mandados de prisão e reprimir o tráfico de drogas nos morros de São Carlos e da Mineira, no Estácio e Catumbi, zona norte do Rio. Segundo o órgão, pelo menos 593 estudantes foram prejudicados com a ação policial.

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Na tarde desta sexta, apenas a escola municipal Canadá voltou a funcionar, mas recebeu apenas 51 alunos. A creche Espaço Livre da Criança também recebeu 22 crianças no turno da tarde. De acordo com a secretaria, permanecem fechadas a escola Fundação Leão 13 e a creche Sempre Vida Santo Antônio de Pádua.

A Polícia Civil informou que a operação nas favelas terminou sem prisões ou apreensões. Por volta das 7h desta sexta-feira um intenso tiroteio assustou moradores e motoristas dos bairros do Estácio e do Catumbi, na zona norte. Segundo a polícia, ninguém ficou ferido.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u738813.shtml

Para sindicato dos professores de MG, comissão do governo para rever carreira "é um engodo"; categoria está em greve desde 8 de abril

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo

"É um engodo que o governo está criando", disse Beatriz Cerqueira, coordenadora do Sind-UTE (sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) nesta sexta-feira (21). Ela se refere a uma comissão criada pelo Estado de Minas Gerais que pretende "promover estudos para examinar e aperfeiçoar o plano de carreira e a estrutura remuneratória dos profissionais da educação básica", segundo a pasta mineira de Educação. Esse grupo foi criado por resolução publicada no Diário Oficial ontem (20).

Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde o dia 8 de abril. Segundo a secretaria de Educação, apenas 10% das escolas da rede (400 estabelecimentos) estão totalmente paralisadas. Já na contagem do sindicato, que é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), a adesão ao movimento atinge 50% dos profissionais do Estado.

“A comissão formada por integrantes das secretarias de Planejamento, Educação e Fazenda vai rever a estrutura remuneratória de todos os professores, sem a participação do Sind-UTE, uma vez que eles se negaram a participar. Temos que priorizar os servidores que estão na sala de aula, que estão trabalhando, que estão prestando serviço”, disse a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, em coletiva na última quarta-feira (19).
Assembleia dia 25

O próximo passo do movimento grevista é realizar um assembleia na terça-feira (25) da semana que vem, no Pátio da Assembleia Legislativa. "A tendência é não acabar [a greve]", responde Beatriz ao ser questionada se a criação da comissão do governo atende as reivindicações da categoria.

Segundo ela, o principal ponto na pauta é aumentar o valor do piso salarial do professor para R$ 1.312. "Hoje, o piso é de R$ 369 para quem tem nível médio e R$ 550 para o nível superior", diz Beatriz.

O governo de Minas, por meio de nota em seu site, "reafirma que o aumento de 10% concedido ao conjunto dos funcionários e a elevação do piso remuneratório dos professores para R$ 935, para uma jornada de 24 horas, em vigor a partir do dia 1º de maio, representam o que é possível dentro do limite legal estabelecido pela Lei Federal de Responsabilidade Fiscal. Além disso, a legislação eleitoral impede a concessão de novos reajustes".
Multa de R$ 30 mil por dia

A greve dos professores foi declarada ilegal pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) no dia 4 de maio. Ontem (20), o TJ-MG acolheu o pedido do Estado para aumentar a multa diária fixada ao Sind-UTE pela manutenção da greve. A decisão foi do desembargador Alvim Soares. Agora, o valor da multa passou para R$ 30 mil (eram R$ 10 mil por dia) , limitada a até R$ 900 mil.

"Já foram bloqueados R$ 130 mil das contas do sindicato [para pagar as multas até o presente momento]", conta Beatriz Cerqueira. Esse montante se refere ao período entre os dias 7 a 19 de maio, quando a multa era de R$ 10 mil.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/21/para-sindicato-dos-professores-de-mg-comissao-do-governo-para-rever-carreira-e-um-engodo-categoria-esta-em-greve-desde-8-de-abril.jhtm

Baixa visão é confundida com cegueira e prejudica desempenho de alunos

PAOLA CARVALHO
Colaboração para a Folha

Dandara Sousa, 7, coloca o livro bem próximo aos olhos para ler e usa telelupa para enxergar a lousa. Aos 11 meses, os médicos diagnosticaram baixa visão --ou visão subnormal. O dia a dia da menina não é nada fácil na sala de aula, mas, com o empenho da família e da escola, seu desempenho não fica atrás do de seus colegas.

A descoberta precoce fez com que Dandara aprendesse a usar a visão que tem e a desenvolver o sentido. Mas nem todos alcançam esse objetivo.

"De 70% a 80% das crianças diagnosticadas como cegas têm alguma visão útil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)", alerta a médica Luciene Fernandes, coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.
Confundida com a cegueira, a descoberta da baixa visão cabe aos pais e também aos professores, diz Fernandes. "Toda criança tem que fazer exames de visão com 1, 2, 4, 7 e 10 anos de idade. As escolas deveriam cobrá-los", diz.

A Santa Casa de SP capacita professores de escolas municipais regulares a oferecer condições adequadas ao aprendizado de crianças com baixa visão. O workshop já passou por Barueri e Mairiporã e chegará a Itaquaquecetuba e Piracicaba neste semestre.

"Estamos visitando os municípios em parceria com as prefeituras", diz Ana Lucia Rago, fisioterapeuta e psicopedagoga do Setor de Visão Subnormal da Santa Casa de São Paulo.

O Ministério da Saúde está implantando unidades de reabilitação visual para tratar desde o diagnóstico até o fornecimento de recursos ópticos de reabilitação. O serviço pode ser encontrado em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).

Números

Dos alunos matriculados no ensino regular no ano passado, 398,2 mil tinham algum tipo de necessidade educacional especial. Desse total, 14,2% com baixa visão e 1,3%, cegos, segundo dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira).

Em São Paulo, ao menos 10,8 mil estudantes sofrem de visão subnormal, número que pode ser maior. "Conheço crianças que tinham alguma condição de enxergar, mas foram diagnosticadas cegas e educadas como cegas. Infelizmente não é raro", afirma a coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.

Para Ana Lucia Rago, ainda há muito despreparo por parte dos professores para entender o comportamento desses alunos especiais e identificar a baixa visão.

"Quem tem esse problema coloca o objeto perto dos olhos para conseguir ver. Já vi professor falar que isso é errado. É, porém, o jeito da criança enxergar", exemplifica Rago. Ela diz que a deficiência não tem cura, mas a criança "pode aprender a usar a visão que tem da melhor forma possível."

A professora Ivonete Rodrigues fez cursos para aprender a lidar com Dandara e identificar outros casos. "Temos que suspeitar das dificuldades e comunicar aos pais. A baixa visão é mais comum do que a gente imagina", diz. Ela ainda fez adaptações, como aumentar o as letras escritas e usar cores.

Saiba mais

Eu tenho baixa visão?
A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. A maior parte da população considerada cega tem, na verdade, visão subnormal e é, a princípio, capaz de usar sua visão para realizar tarefas. Já o paciente com cegueira é aquele que perde totalmente a visão. Para cada pessoa cega há em média, 3 ou 4 com baixa visão.

Quais são os sinais?
Alteração na aparência dos olhos: estrabismo (olhos não alinhados), nistagmo (tremor nos olhos), movimentos irregulares, pupila com mancha branca, alteração na coloração da córnea. Há também alguns comportamentos diferenciados: fotofobia (hipersensibilidade à luz), posição da cabeça para olhar (aproximar o rosto muito perto do objeto para ler), dificuldades na coordenação motora.

Como lidar com a baixa visão na sala de aula?
Colocar o objeto perto dos olhos é permitido e deve ser incentivado. Ao aproximar, a imagem fica maior e mais nítida. Pode-se usar apoio de livro, suporte para folha, lupa, telescópio, óculos com lentes de magnificação (ampliação das imagens), lápis 4B ou 6B (aumenta o contraste). Evitar superfícies com brilho.

Fonte: Santa Casa de SP e Perkins
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u738437.shtml

Prêmio Jovem Cientista está com as inscrições abertas

Portal Aprendiz
O Prêmio Jovem Cientista, instituído pelo CNPq em 1981, abriu inscrições para a sua 24ª edição. O tema é Energia e Meio Ambiente – soluções para o futuro.

Os objetivos da iniciativa são: promover a reflexão e a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros.

Serão premiados trabalhos nas categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Os vencedores receberão R$150 mil e computadores, além da concessão de bolsas de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado. A universidade e a escola de ensino médio premiadas na categoria Mérito Institucional recebem R$30 mil, cada uma.

O prazo para envio de é 30 de junho de 2010. O regulamento está disponível nos endereços www.unesco.org.br e www.jovemcientista.cnpq.br.

Mais informações pelos telefones (61) 2108-9410 ou pelo e-mail premios@cnpq.br.

Prêmio recebe inscrições de iniciativas de uso sustentável da água

Portal Aprendiz
Até o dia 31 de maio, a Agência Nacional de Águas (ANA) recebe inscrições para o Prêmio ANA 2010. Nesta terceira edição, o tema é “Água: o Desafio do Desenvolvimento Sustentável”.

O objetivo da premiação bienal é reconhecer iniciativas de sete categorias – governo, empresas, organizações não governamentais, pesquisa e inovação tecnológica, organismos de bacia, ensino e imprensa – que se destaquem pela excelência de sua contribuição para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do país.

As ações inscritas também devem estimular o combate à poluição e ao desperdício e apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; aderência social; originalidade; e impactos social, cultural e ambiental. Os três finalistas em cada categoria serão conhecidos em outubro. A cerimônia de premiação ocorrerá em 1° de dezembro em Brasília (DF).

Os interessados devem encaminhar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2010. O endereço é SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília-DF, CEP: 70610-200.

Mais informações pelo site www.ana.gov.br/premio, pelo e-mail premioana@ana.gov.br ou pelo telefone (61) 2109-5412.

Prêmio Jovem Cientista recebe inscrições até 30 de junho

Portal Aprendiz
O XXIV Prêmio Jovem Cientista está com inscrições gratuitas abertas até 30 de junho de 2010, com o tema Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro. Nesta edição, serão distribuídos R$ 150 mil entre cinco categorias, incluindo R$ 30 mil para a instituição de ensino que tiver o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos.

Podem participar jovens estudantes que criarem soluções simples que funcionem como alternativas para diminuir os impactos ambientais causados pelo uso de diferentes fontes de energia. Entre as propostas de estudo, estão fontes renováveis, não renováveis e geração de energia, desenvolvimento humano e uso de energia, efeito estufa e aquecimento global.

As inscrições são feitas pela Internet, no site www.jovemcientista.cnpq.br, onde também é possível baixar o Kit Pedagógico desenvolvido para professores interessados em trabalhar o tema em sala de aula.

Quem quiser se inscrever pelos correios deve mandar a ficha de inscrição para a Fundação Roberto Marinho, na Rua Santa Alexandrina, 336, Rio Comprido, Rio de Janeiro (RJ), CEP: 20261-232 — para as pesquisas de Ensino Médio — e para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, SEPN 507, sala 203, Brasília (DF), CEP: 70740-901 — para Graduado e Estudante do Ensino Superior).

Mais informações pelo telefone (21) 3232-8923, pelo email jovemcientista@frm.org.br e pelo Twitter.

13ª Conferência da Rede Mundial de Renda Básica acontecerá em SP

Portal Aprendiz
A 13ª Conferência Internacional da Rede Mundial de Renda Básica (BIEN) será realizada de 30 de junho a 2 de julho, em São Paulo (SP).

O evento é organizado pela Rede Mundial de Renda Básica (Bien, na sigla em inglês), criada em 1986, mas expandida internacionalmente em 2004 com o objetivo de reunir pessoas e grupos interessados em discutir renda básica. Pela primeira vez o evento será realizado na América Latina.

O tema central será “Renda básica como instrumento de justiça e paz”. Até 12 de abril, os interessados podem submeter trabalhos. “Renda básica e crise financeira global”, “Renda básica e comunidades informais”, “Renda Básica e Cultura”, “Renda básica e democracia e justiça” serão alguns dos assuntos do encontro.

Entre os conferencistas confirmados estão Louise Haagh, da Universidade de York (Reino Unido), Ingrid Van Niekerk, do Instituto de Pesquisa Econômica e Política (África do Sul), e Philippe Van Parijs, da Universidade Católica de Louvain (Bélgica).

O evento será realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, localizado na Avenida Professor Luciano Gualberto, 908, na Cidade Universitária.

Mais informações no sitre www.bien2010brasil.com ou pelo e-mail bien2010.organisation@gmail.com

Primeiro concurso de projetos ''Economia Verde'' recebe inscrições

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A Agência de Fomento Paulista Nossa Caixa Desenvolvimento promove o 1º Concurso de Ideias e Projetos “Economia Verde”. Podem concorrer tanto pessoas físicas quanto pequenas e médias empresas. O objetivo do concurso é estimular e premiar iniciativas inovadoras que contribuam para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Para participar do concurso, os projetos precisam ter potencial de diminuir o envio dos gases para a atmosfera por não-emissão ou pela compensação das emissões, ou ainda ter potencial de geração de empregos verdes.

O vencedor da categoria pessoa física receberá um prêmio em dinheiro de R$ 10 mil, e o segundo e terceiro lugares receberão R$ 7 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Já a categoria pessoa jurídica premiará o 1º lugar com R$ 25 mil, o segundo com R$ 10 mil e o terceiro com R$ 5 mil.

Na categoria pessoas física, poderá se inscrever qualquer cidadão residente no estado de São Paulo que tenha o ensino médio completo. Já na categoria pessoa jurídica poderão se inscrever organizações com fins lucrativos com faturamento entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões e que estejam em dia com suas obrigações legais e tributárias.

As inscrições podem ser feitas a partir do edital disponível no site www.seminarioeconomiaverde.com.br e deverão ser encaminhadas pelo correio ou entregues na Nossa Caixa Desenvolvimento – Agência de Fomento Paulista entre 16 de junho e 31 de julho de 2010.

Olimpíada de Atualidades recebe inscrições até o dia 24 de maio

Portal Aprendiz
Até dia 24 de maio é possível se inscrever na 2ª Olimpíada de Atualidades, promovida pela Faculdades de Campinas (Facamp), em parceria com a CPFL Energia e o Banco do Brasil. O objetivo da competição é despertar o interesse dos estudantes do ensino médio sobre problemas socioeconômicos do Brasil e do mundo.

As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo site www.olimpiadafacamp.com.br ou pelo telefone 0800-770-7872, de segunda a sexta. Podem participar estudantes da 3ª série do ensino médio ou de curso pré-vestibular, independente da área escolhida.

Os três primeiros colocados poderão escolher um dos prêmios: curso de inglês de três meses em Londres, um carro zero quilômetro ou uma bolsa auxílio universidade de quatro anos.

A primeira etapa será realizada online em 29 de maio de 2010, com 50 questões de história e geografia. O acesso à prova será das 8h às 15h. A segunda fase será em 15 de agosto, com 60 questões de conhecimentos gerais. Desta vez as provas serão presenciais. A grande final será em 19 de setembro no campus em Campinas, com 10 questões de conhecimentos gerais e uma redação.

Prêmio Vivaleitura 2010 recebe inscrições até 2 de julho

Portal Aprendiz
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Vivaleitura 2010, iniciativa que tem como objetivo estimular e reconhecer experiências relacionadas à leitura. Trabalhos desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do país podem se inscrever nesta quinta edição do prêmio.

São três as categorias possíveis para a inscrição: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais. Cada uma concorre a um prêmio de R$ 30 mil.

As inscrições podem ser feitas até 2 de julho de 2010 no site www.premiovivaleitura.org.br

O Vivaleitura é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e da Educação.

Concurso leva professor ao Fórum Social Mundial

Portal Aprendiz
A Revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil estão com inscrições abertas para a segunda edição do 2º Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais, que premia cinco iniciativas bem sucedidas para promover desenvolvimento social. As inscrições e vão até 28 de junho e são feitas pela Internet - www.revistaforum.com.br/ts.

Professores da rede pública do ensino fundamental e de espaços não-formais de educação podem participar. Serão premiados cinco projetos, um de cada região do país, que ganharão uma viagem para participar do Fórum Social Mundial de 2011, em Dacar, no Senegal.

Em 2008, cinco professores puderam expor suas propostas de educação no Fórum Social Mundial em Belém (PA).

Mais informações pelo e-mail vanessa@revistaforum.com.br.

Ministério da Cultura disponibiliza R$ 14 milhões para projetos de jovens da Amazônia

Potal Aprendiz
Projetos culturais de jovens da região amazônica receberão cerca de R$ 14 milhões em financiamentos do Ministério da Cultura. Os financiamentos serão feitos por meio do Programa Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal, que tem o objetivo de promover projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais da Amazônia.

Esta será a segunda edição do projeto. A estimativa do Ministério da Cultura é financiar cerca de 800 projetos culturais, pelo menos um em cada município da região amazônica.

Jovens artistas entre 17 e 29 anos residentes em localidades da região amazônica podem se inscrever. Nesta edição, além das inscrições pela Internet, poderão ser feitas inscrições orais por meio digital ou fita cassete enviadas pelo correio. A iniciativa auxiliará os candidatos que não saibam escrever ou não tenham acesso à Internet. As inscrições vão até o dia 11 de junho e são gratuitas.

Também podem participar pessoas jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos socioculturais nos segmentos de artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artesanato, cultura afro-brasileira, cultura popular, cultura indígena, design, moda e artes integradas (ações que não se enquadrem nas áreas anteriores ou que contemplem mais de uma área artística na mesma proposta).

Uma inovação da segunda edição do programa é a realização de 40 oficinas em diferentes municípios para facilitar as inscrições de projetos em regiões mais afastadas.

Os editais e formulários de inscrição estão disponíveis nos sites do Ministério da Cultura, do Programa Mais Cultura e da Funarte.

Inscrições orais deverão ser enviadas para o endereço da Funarte em Brasília:
Programa Mais Cultura - Ação Microprojetos Amazônia Legal,
Coordenação de Difusão Cultural da Funarte/MinC,
Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 02
CEP: 70.070-350 - Brasília - DF

Exposição de fotos mostra escolas da América Latina

Portal Aprendiz
O Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, inaugura nesta segunda-feira (3/5) uma exposição fotográfica com entrada gratuita que mostra as diferenças e semelhanças entre escolas da América Latina.

Com o tema “A Educação é um Direito: pela Não Discriminação na América Latina e no Caribe”, a exposição tem curadoria da fotógrafa Maíra Soares que reuniu 35 imagens de fotógrafos de diversas nacionalidades, entre eles o brasileiro Gilvan Barreto e o argentino Nestor Lopez.

As fotos serão exibidas até o dia 29 de maio aqui no Brasil. Depois, elas vão para exposições em outros países da América Latina e Caribe. No dia 6 de maio, das 10h às 12h, haverá um evento que conta com a participação especial do relator da ONU (Organização da Nações Unidas) sobre o direito à educação, Vernor Muñoz. Ele recebe o público para um debate sobre o tema da discriminação na educação.

Mais informações na Biblioteca do Memorial da América Latina, pelo telefone (11) 3823-4600.

Disciplina é tema de congresso de educação em SP

Portal Aprendiz
De 28 de junho a 1 de julho acontece em São Paulo (SP) o congresso de educação “Disciplina: um olhar além do intelecto”.

Entre os palestrantes, participarão: Arnaldo Niskier, jornalista, professor e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL); Celso Antunes, psicopedagogo e mestre em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (USP); Sílvio Manoug Kaloustian, gestor de programas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef); Claudia Costin, secretária de Educação do Rio de Janeiro (RJ), entre outros.

O evento ocorrerá no Instituto de Educação José de Paiva Netto - Av. Rudge, 700, Bom Retiro, São Paulo (SP).

Mais informações no site http://www.boavontade.com/congressodeeducacao.

Premiação de R$ 1,7 mi reconhece 135 iniciativas de Hip Hop; inscrições abertas

Estão abertas, até 12 de julho, as inscrições do Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez. Promovido pelas Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) e de Cidadania Cultural (SCC) – do Ministério da Cultura -, em parceria com o Instituto Empreender e a Ação Educativa, a iniciativa busca selecionar ações e experiências de fortalecimento da cultura Hip Hop em todo o Brasil.

A premiação conta com recursos de R$ 1,7 milhão e contemplará 135 iniciativas de pessoas físicas, instituições e grupos informais nas seguintes categorias: Reconhecimento, Escola de Rua, Correria, Conhecimento (5º elemento) e Conexões.

As inscrições são gratuitas. Os interessados poderão encaminhar suas propostas pelos Correios, ou preencher os formulários eletrônicos por meio das inscrições online já disponíveis na Internet. Os critérios, procedimentos e formulários de inscrição, necessários para a participação, estarão nas seguintes páginas eletrônicas www.premiohiphop.org.br; www.cultura.gov.br/diversidade; www.institutoempreender.org.

Nesta primeira edição, o concurso presta homenagem póstuma ao músico maranhense Márcio Vicente Góes (1971-2004), o rapper Preto Ghóez, um dos líderes do Movimento Hip-Hop Organizado do Brasil (MOHHB).
portal aprendiz

Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos recebe inscrições

A Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) promove o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, que vai destacar escolas públicas e privadas brasileiras que incorporaram no currículo práticas que valorizam os seres humanos e o comprimento dos direitos sociais básicos.

As inscrições, que vão até o dia 2 de julho, são gratuitas, pelo site www.educacaoemdireitoshumanos.org.br. A premiação é feita separadamente para as escolas públicas e as privadas. Os primeiros colocados são premiados com R$ 15 mil e os segundos, com R$ 5 mil.

Mais informações pelos telefones 0800 708 0910 e (11) 2111-7545, pelo email contato@educacaoemdireitoshumanos.org.br e pelo site www.educacaoemdireitoshumanos.org.br.

Japão oferece bolsa em curso profissionalizante para brasileiro

O governo japonês oferece bolsas de estudo para brasileiros que queiram fazer cursos superiores, técnicos e profissionalizantes em instituições de ensino do país, com passagens de ida e volta, bolsa mensal e isenção de taxas escolares.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas 1 a 25 de junho de 2010, no Consulado Geral do Japão em São Paulo. A ficha está disponível no site do Consulado, no link http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura/bolsa1.htm.

Para participar, os requisitos mínimos são: nacionalidade brasileira, idade entre 17 e 21 anos em 01/04/2011, ensino médio completo ou conclusão até dezembro de 2010, fluência na língua inglesa ou japonesa e disponibilidade de embarque na primeira semana de abril de 2011.

Mais informações pelo telefone (11)3254-0100, ramal 356, ou pelo e-mail: cgjcultural5@arcstar.com.br.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/uecreprest.mmp

Programa Jovens Acolhedores abre 853 vagas para universitários em hospitais

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo abre nesta quarta-feira (19/5) as inscrições para 853 vagas do Projeto Jovens Acolhedores, de humanização do atendimento hospitalar na rede estadual de saúde. No programa, estudantes universitários fazem prestação de serviço em 60 hospitais e unidades de saúde estaduais na capital, Grande São Paulo, interior e litoral.

Para participar é preciso estudar em instituições que já se interessaram e se cadastraram na Secretaria. Não é preciso que o universitário estude medicina ou qualquer outro curso na área da saúde. Depois do processo de inscrição, haverá sorteio para preenchimento das vagas.

Cada aluno contemplado receberá isenção da mensalidade escolar. A Secretaria irá pagar até R$ 350. As faculdades cadastradas se comprometem a complementar os valores.

O contrato é de um ano e os participantes precisam cursar do primeiro ao penúltimo ano universitário e ter disponibilidade de 20 horas semanais, entre segunda e sexta-feira. No momento da inscrição o estudante escolherá a unidade que deseja trabalhar, sem a necessidade de ser na cidade onde mora. Todos os bolsistas receberão treinamento específico da Secretaria para realização do atendimento nas unidades de saúde.

As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 2 de junho pelo site www.jovensacolhedores.saude.sp.gov.br.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/uecreprest.mmp

Academia Médica de Moscou abre 50 vagas de graduação para brasileiros

A Academia Médica de Moscou (MMA), na Rússia, está com 50 vagas de graduação de Medicina em inglês para estudantes brasileiros. As inscrições vão até 28 de maio e o embarque dos alunos está previsto para setembro.

Das 50 vagas disponíveis, 30 são para Faculdade Preparatória (FP), na cidade de Kursk, onde os alunos que não falam inglês receberão aulas do idioma antes de ingressarem no primeiro ano da graduação. As outras 20 vagas são para os candidatos com inglês fluente, que entram direto no curso superior.

O processo é conduzido pela Aliança Russa de Ensino Superior, representante das universidades russas no Brasil. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.medicinarussia.com.br e www.aliancarussa.com.br ou pelo telefone (11) 3854-2515.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/uecreprest.mmp

Italianos aprendem português com livro feito por crianças de Juripiranga (PB)

Da Redação
Em São Paulo

Quando ouviu a sugestão de fazer um livro digital com seus alunos, a professora Jocileia Izidorio, que dá aula para uma turma de correção de fluxo na cidade de Juripiranga, na Paraíba (a 60 km de João Pessoa), não imaginava que a obra iria terminar na Itália –e traduzida. “Fiquei bestinha com a história”, disse.

O livro, feito por 15 crianças com idades entre 8 e 15 anos, retrata o cotidiano da cidade do interior paraibano com cerca de 10 mil habitantes e economia baseada na produção de vassouras com palha de carnaúba. O tema –“Juripiranga, este é o meu lugar”– foi sugerido pelas próprias crianças. A edição digital ficou a cargo da Editora Plus, uma organização sem fins lucrativos e especializada em e-books.
“A gente falou da cultura de Juripiranga. Foi feito gradualmente: o campo, a produção da vassoura. Eu e os alunos visitamos. Eles escreviam o que eles viam. Não foi nada imposto. Eles escolhiam os temas”, afirmou.

A linguagem fácil e descomplicada chamou a atenção do professor José Fernando Tavares, que dá aula de português brasileiro em San Benedetto del Tronto, no litoral italiano do mar Adriático. Ele é designer dos livros da editora online e decidiu usar o “Juripiranga” em sala. Foi o suficiente para os alunos se empolgarem e mandarem traduzir a obra.
“Usei o livro como texto para leitura e análise de frases simples e também como exercício de tradução para o italiano. Como o pessoal gostou do livro, decidimos fazer uma tradução mais profissional. Aproveitando das traduções feitas na sala de aula, mandei o material para um meu amigo brasileiro que vive há anos na Itália e que trabalha como tradutor”, disse Tavares.

A turma de Jocileia, na época, era destinada a estudantes que tinham baixo rendimento nas séries que cursavam e acabavam encaminhados à correção de fluxo. Fazer o livro foi um projeto que animou a garotada. “Saber que um livro foi pra outro país tornou ainda mais orgulho”, afirmou.

Se quiser fazer o download do livro, basta acessar a página na Editora Plus.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/22/italianos-aprendem-portugues-com-livro-feito-por-criancas-de-juripiranga-pb.jhtm

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ONG acusa faculdade de cancelar evento com cartaz de beijo gay em MG

JULIANNA GRANJEIA
colaboração para a Folha

O presidente da organização MGM (Movimento Gay de Minas), Marco Trajano, afirmou que irá processar a Faminas (Faculdade de Minas) de Muriaé (MG) por discriminação e homofobia. A faculdade teria vetado a divulgação de um cartaz (veja abaixo) com a imagem de duas mulheres se beijando e demitido a coordenadora do curso de serviço social, Viviane Pereira.
De acordo com Trajano, o cartaz seria utilizado para divulgar a 7ª Semana Acadêmica do Serviço Social, que aconteceria nesta semana na Faminas, com o tema "Fortalecer as lutas sociais para romper com a desigualdade". No entanto, a direção da faculdade vetou o uso do cartaz, que também tem imagens de negros, índios, deficientes e sem-terra.

"A direção exigiu que a coordenadora retirasse a imagem das duas meninas se beijando, ela se recusou e foi demitida. A professora Viviane também disse que iria comunicar aos alunos e palestrantes do evento o motivo pelo qual o evento foi cancelado. E foi o que ela fez. Eu seria um dos palestrantes", afirmou o presidente da MGM.

Em nota divulgada nesta terça-feira, a Faminas informou apenas que o evento cancelado será realizado no segundo semestre e que as atividades culturais da instituição "se pautam no respeito à diversidade, na busca constante da diminuição das distancias sociais".

A assessoria da Faminas informou também que somente o procurador da instituição, Eduardo Goulart, poderia falar sobre o assunto e que ele estava viajando.

Denúncia

Segundo Trajano, a imagem do cartaz foi copiada da capa da agenda de 2010 do Conselho Federal de Serviço Social. "A Faminas alegou que o cartaz era ofensivo à família mineira e que dentro dos muros da faculdade a homofobia poderia ser abordada, mas que não queria que a faculdade fosse relacionada, externamente, com o assunto", disse o presidente da ONG.

Trajano afirmou que vai processar a faculdade com base na lei 14.170 do Estado de Minas Gerais. "É uma lei de combate á homofobia e, sendo uma personalidade jurídica, vamos questioná-la. Também vamos fazer uma denúncia junto ao MEC (Ministério da Educação) porque essa postura é contrária às orientações do ministério. E, no dia 31, vamos promover um beijaço em frente ao prédio da faculdade", disse.

A Enesso (Executiva Nacional de Estudantes do Serviço Social) divulgou uma nota de repúdio "a atitude conservadora, discriminatória e autoritária protagonizada pela mantenedora da Faminas" e a demissão da coordenadora.

Na nota, os estudantes caracterizaram a atitude da instituição como absurda. Eles dizem que o código de ética do profissional de serviço social prega o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito e incentiva o respeito à diversidade e é contrário a qualquer tipo de discriminação.

A Folha tentou entrar em contato com a ex-coordenadora do curso de serviço social, mas ela não foi encontrada para comentar o assunto.

Percursos contemporâneos

As aulas e os caminhos que os professores estão colocando em prática para fazer com que seus alunos lhes "concedam" sua atenção
Em sua origem, o termo estratégia (do grego, strategia) está relacionado à arte de coordenar ações de naturezas diversas - militares, políticas, econômicas, morais, segundo o Houaiss - na condução de um conflito. Saído das hostes militares, adquiriu, por derivação, um sentido mais amplo, relacionado à capacidade de gerir bem os recursos disponíveis, ou de usar um ardil para a obtenção daquilo que se quer. Pois no campo da prática docente, cada vez mais, o desenvolvimento de estratégias pessoais tem suplantado os rigores das metodologias consagradas, porém facilmente perecíveis, sempre buscando alcançar um valor maior: o de fazer consumar-se a relação de aprendizagem que dá sentido à escola. Ante o aluno contemporâneo, pautado pela sobreposição de estímulos e de informação, os professores tentam achar os caminhos possíveis.

Formada pela Universidade de São Paulo há 37 anos, a professora de biologia Lúcia Martarello Bon viu muitas mudanças acontecerem no mundo da educação. Passou por uma transição em que o foco da aula deixou de ser o professor para se tornar o aluno. Na década de 1990, aprendeu também a utilizar o computador para fazer frente às demandas de um mundo cada vez mais ancorado na tecnologia. Mas as transformações não pararam aí. Hoje, para manter acesa a atenção de seus alunos de ensino médio do Colégio Ítaca, escola de classe média na zona oeste paulistana, Lúcia alterna idas muito frequentes ao laboratório de ciências, uso de animações, sites, blogs e outros caminhos da web, além de orientar as aulas conforme as perguntas que lhe fazem constantemente os alunos. As aulas expositivas que dava antigamente sobre as leis de Mendel foram turbinadas por exercícios com kits pedagógicos desenvolvidos na Universidade de São Paulo, nos quais os alunos, fascinados, promovem o cruzamento do material genético de uma família de ursos, por exemplo. Por que tudo isso? "Competir com tantos estímulos que os alunos recebem em seu cotidiano não é nada fácil", explica a professora.

Lúcia sente na pele as transformações que estão no ar. Os alunos mudaram, e não é apenas uma questão de utilizar mais ou menos computadores em sala de aula. Há um conjunto de alterações comportamentais nas atuais gerações de crianças e jovens, que vem tendo um impacto direto e contundente em sala de aula. De uma forma surpreendente, as necessárias mudanças na escola, vaticinadas em teoria, podem ser aceleradas por um fenômeno cada vez mais claro para os professores: os alunos apresentam, à sua própria maneira, suas condições para participar do processo educativo.

Um exemplo evidente está na capacidade de suportar aulas expositivas que variam de 45 a 90 minutos (as chamadas aulas duplas) com um grau de concentração mínimo que permita a aprendizagem. É claro, isso nunca foi fácil. A diferença é que agora isso vem se tornando cada vez mais difícil. Em passagem recente pelo Brasil, o psicólogo norte-americano Howard Gardner, criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, chamou a atenção para a capacidade cada vez menor dos alunos de manter a concentração. Calma: isso não significa que o cérebro ou os padrões cognitivos tenham mudado. Trata-se apenas de um dado de realidade, que surge dentro de um contexto cultural mais forte nos grandes centros urbanos e requer uma resposta das escolas. Não é preciso recorrer a pesquisas. Basta olhar para o que acontece na sala de aula.

Sem esperar por nenhuma teoria nova, o professor de história e de filosofia João Carlos Jarochinski Silva já parte dessa constatação para preparar aulas mais envolventes. Quando se formou em história, em 2001, ele concebia a aula como uma redação, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Agora, transformou sua prática anterior em uma sucessão de narrativas menores, que ao final podem ser interligadas. Na prática, ele divide sua exposição em trechos menores, como se desse várias aulas, segmentadas por diferentes critérios. Desse modo, se antes fazia exercícios ao final para consolidar o que foi aprendido, agora desenvolve pequenos tópicos, faz exercícios, retoma a aula, propõe novos problemas, e assim por diante. "Não acho que seja uma questão de má vontade dos alunos em aprender; isso é normal para a realidade deles", explica João Carlos, que trabalha em escolas particulares e faculdades de Sorocaba e São Roque.

Essa é questão crucial, quando se trata de um verdadeiro totem da educação: afinal, a escola deve encarar essa dificuldade de concentração como um problema a ser enfrentado, ou deve partir da realidade para modificar as estratégias didáticas? Para o autor de livros didáticos e especialista em ciências Paulo Bedaque, os colégios têm de aprender a ser eficientes dentro dos limites que a realidade impõe - o que implica propor modos mais atraentes de aprendizagem como forma de manter por mais tempo a atenção dos alunos.

Na visão de Bedaque, a questão da concentração é fruto de uma mudança maior, que é a forma de encontrar, selecionar e se apropriar de informações no mundo contemporâneo. "As crianças de hoje navegam num mar de informações que se conectam o tempo todo e esse entorno impõe um aprendizado não linear, como uma grande teia. Evidentemente, isso acaba por criar resistência à organização fordista da escola, ou seja, do aprendizado em série e padronizado, o que mina de certo modo a cumplicidade que deveria haver entre os alunos e a instituição", analisa. Na escola, arremata, os alunos não têm, em geral, como escolher sua própria trajetória de aprendizagem, enquanto o acesso à informação é totalmente flexível no mundo exterior.

Muitas vezes, é possível aproveitar esse universo de possibilidades para modificar o ensino de disciplinas tradicionalmente baseado em textos e livros. O professor João Carlos dá parte das aulas de sociologia no ensino médio em um ambiente virtual, onde os alunos discutem
entre si, produzem textos e montam seus roteiros de pesquisa. "Vejo que eles partem de minhas dicas e rapidamente extrapolam as fontes de pesquisa", diz.

É, de fato, uma galáxia de informações ao clique de um mouse. Mas aí entra um problema importante a ser respondido pela educação. Num universo marcado pela oferta quase angustiante de informação, como produzir conhecimento? É o que explica o psicólogo Yves de La Taille, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Para Yves, o mundo pós-moderno tem uma característica marcante, da qual o jovem é refém: a predominância da informação sobre o conhecimento, que tem como uma possível consequência uma visão superficial e fragmentada da realidade. "Parece imprescindível estar antenado, saber o que está acontecendo sempre", diz Yves. Celulares, internet, smartphones são tecnologias que facilitam esse acesso. Para o pesquisador, essa condição afeta toda a sociedade. "Por isso, não podemos dizer que os mais velhos são mais profundos que os mais jovens", lembra.

"As redes trazem informações, desprovidas da ideia de valor. O que conta é a quantidade, e se elas prestam ou não é outro problema", concorda o pesquisador e escritor Nilson Machado, autor de Educação - Competência e qualidade (Ed. Escrituras). "A escola precisa atuar nesse espaço que mistura indistintamente Habeas corpus e Corpus Cristhi", brinca. "Não pergunte qual é o significado da vida para um banco de dados."

Em outras palavras, a escola deve deixar, progressivamente, de ser um depósito de saberes para se tornar também um espaço de reorganização das informações fragmentárias, um lugar de triagem da massa informe de dados, de estímulo ao pensamento e de crítica.

É o que faz o sucesso do professor Carlos Eduardo Godoy, conhecido por seus alunos como Amparo, em referência à cidade onde nasceu, no interior paulista. Biólogo de formação, Godoy desenvolveu uma estratégia própria de trabalho pedagógico, baseada muito mais no que aprendeu como monitor de viagens de estudo do meio do que como aluno de licenciatura. Ensinando ciências, sua abordagem é fundamentalmente multidisciplinar. Sua aula começa com um fato do dia, um acontecimento, uma descoberta, um fenômeno da natureza que tenha mobilizado a atenção dos alunos. Não raramente, pergunta aos seus alunos adolescentes: "vocês acessaram a internet antes de sair de casa?". Pois ele, sim.

Sabendo que terá pela frente um público exigente, hiperestimulado e com uma concentração randômica, Amparo toma a temperatura da sua turma diariamente. O dia pode partir de uma sessão de fotografias ou de vídeos produzidos pelos alunos com os próprios celulares, começar mesmo por uma bela exposição tradicional ou caminhar por discussões propostas pelos alunos. "De uma sala para outra a dinâmica muda; por isso, digo que eu caminho em um tapete, em zigue-zague, e não em uma trilha estreita", diz.

Amparo aprendeu na prática uma lição que vem sendo preconizada por pesquisadores respeitados. Não existe um modelo de aula de sucesso, nem um caminho único. O tempo das aulas rigidamente programadas e dos módulos prefixados, ao que parece, está acabando. A primeira providência de um professor é olhar nos olhos dos alunos e saber com quem está lidando, desde o primeiro dia de aula. O professor Amparo recebe seus alunos no primeiro dia com jogos criados pelos próprios estudantes - os baralhos da natureza. Durante as dinâmicas em grupo, ele começa a observar as diferentes características de cada um - os líderes natos, os mais certinhos, os mais sinestésicos, enfim, os diferentes perfis humanos que coexistem no grupo-classe. E assim, ao longo do ano, aproveitará o melhor de cada aluno para mobilizar a turma e levá-la a cumprir o programa, inclusive pensando nos objetivos mais tradicionais, como os conteúdos demandados pelos principais vestibulares.

Planejamento flexível
Para Machado, que coordena há anos seminários de metodologia na Faculdade de Educação da USP, os professores devem ter em conta que seu trabalho começa com uma mediação de conflitos de interesses. "O professor chega à sala de aula com um programa, mas esquece que pode haver alunos que não estejam interessados a priori no seu programa, mas em outras coisas, diversas", lembra. "Não conheço alunos geléia, que não querem nada. Alguma coisa, eles sempre querem", diz.

O dilema, então, está desenhado. "Não dá para a escola ficar perguntando aos alunos o que eles querem, e tampouco que o professor diga: sigam-me os que forem brasileiros", argumenta Nilson. Por isso, diz, uma das saídas é aproveitar os centros de interesse, ou seja, núcleos temáticos que permitem a integração dos universos do aluno e do professor. É o caso do mundo do trabalho, de temas científicos como o DNA e o cosmos, dos games e da música.

Contudo, Nilson alerta que os centros de interesse não substituem a aula, e nem haveria tempo para isso. "A aula não cria centros de interesse, ela se beneficia deles", diz. No entender do pesquisador, o professor deve compreender que a aula é um momento nobre, mas a organização da escola deve abrir espaço para "haver mais do que aula e menos do que aula". Mais do que aula significaria prover situações coletivas, como idas a peças de teatro, conferências, estudos do meio, que são potencialmente geradores de centros de interesse. E o 'menos que a aula' implica a busca de uma relação um-a-um entre professor e aluno. "É nessa relação que se convence ou se dissuade o aluno de certos valores e atitudes", diz Machado.

Há um engano comum quando se procura 'linkar' o trabalho pedagógico com os temas cotidianos - o de supor que qualquer tema é de interesse dos alunos. "Ninguém quer saber como funciona o computador; apenas queremos utilizá-lo", exemplifica o Alberto Villani, do Instituto de Física da USP. "Na Idade Média, as lavadeiras italianas discutiam sobre as diferenças de visão dos dominicanos e dos franciscanos a respeito da Santíssima Trindade", lembra. Assim, é preciso sensibilidade para encontrar temas que de fato sejam questões importantes para o aluno, a turma e a aula.

Essa questão é vivida cotidianamente por Luís Fernando Puglisi, que leciona química para turmas de ensino médio de duas das mais respeitadas escolas de São Paulo. Puglisi percebeu que as ligações diretas com o cotidiano esgotam-se facilmente. "Rapidamente, qualquer conexão sobre água, clima, emissão de gases, torna-se clichê e desmotiva os alunos", lembra. Ele sente na pele outro traço característico das novas gerações que acrescenta um desafio a mais no fazer docente: o extremo utilitarismo do conhecimento. Cada vez mais se ouve nas salas de aula uma questão que solapa uma instituição cujo alicerce é o saber: "afinal, para que serve isso que eu estou aprendendo?"

"Esta é a parte mais difícil", reconhece o professor Puglisi. Mesmo fazendo parte do time dos que fazem um planejamento flexível, trabalham temas da atualidade, utilizam tecnologias e buscam aproximar o conteúdo da realidade vivida pelos alunos, ainda assim ele se vê constantemente às voltas com essa questão. "Nesse momento, procuro mostrar que não se trata de decorar este ou aquele conteúdo, mas de desenvolver habilidades fundamentais de raciocínio", explica. Há pouco tempo, por exemplo, desafiou os alunos a deduzir "quais substâncias que, misturadas, poderiam gerar um produto branco e um gás inodoro".

O importante, no entender de Machado, é que os novos tempos propõem novos meios de atuação, mas isso não altera as perguntas fundamentais a serem respondidas pelos professores. "Às vezes há um exagero de discurso sobre a metodologia sem se discutir as questões fundamentais", diz. O professor, ensina, precisa ter presente o significado mais amplo do que ensina, as ideias fundamentais que quer que restem e a importância de o aluno saber aquilo. "Quem tem um porquê arruma um como. Se você não tem uma razão, por mais que se ofereça metodologia, a aula não rola", conclui.

Esse não é um tema que preocupa apenas os professores brasileiros, explica o educador português Saul Neves de Jesus, da Universidade do Algarve, em Portugal. É um tema internacional. "A sala de aula não conseguiu se adaptar à nova forma de sentir, de estar e, inclusivamente, de ser dos alunos, nesta sociedade global em que vivemos", diz. Para ele, o professor deve agora assumir um papel de gestor de relações e de recursos na sala de aula, e estimular processos cada vez mais participativos e colaborativos. "Não vale a pena tentar ir contra aquilo que é a vida fora da sala de aula", argumenta. "O professor deve tentar aproximar-se dos interesses dos alunos se os quer trazer, emocionalmente, para aquilo que considera importante, seja no plano cognitivo, seja no plano emocional."

E não como fazer isso sem trabalhar por uma dimensão importante e pouco explorada no relacionamento professor-aluno - a comunicação que, para o pesquisador Joe Garcia, da Universidade de Tuiuti, no Paraná, é um tema fundamental na escola contemporânea. Joe discorda das abordagens que reduzem as transformações a questões geracionais, mas reconhece a percepção dos educadores de um "novo aluno".

Para ele, o tema das relações da autoridade em sala de aula se relaciona, também, ao avanço da democratização, que demanda uma escola mais participativa e uma autoridade mais baseada no respeito mútuo do que na obediência. Nesse contexto, a indisciplina - e, mais do que ela, a violência - surgem como signos importantes de transformação da escola - um ambiente onde todos os atores precisam reencontrar um vocabulário comum e contratar um novo conjunto de valores que permitam reconectar alunos e professores e, assim, começar a demolir a imensa torre de babel em que se transformou a escola. E esquecer o universo bélico de que se origina a palavra e as práticas de uso da estratégia.

Usina de sentidos

Acostumado a ser chamado a discutir com o professor a questão dos valores morais e dos limites, temas de sua pesquisa e muitos de seus livros, Yves de La Taille, professor de psicologia do desenvolvimento do Instituto de Psicologia da USP, traz uma perspectiva diferente para a compreensão da problemática das novas gerações. Para Yves, é preciso ter em mente que os adolescentes não são ETs, mas fazem parte de uma sociedade hiperativa, fragmentada e utilitária. É no bojo dessa problemática que se insere, a seu ver, a dificuldade das escolas em compreender as novas gerações.

Pode-se recorrer à questão das características geracionais para explicar a questão do jovem contemporâneo ?
Sim, mas é preciso deixar claro a partir de que ponto de vista. Se tomarmos a pilotagem de aparatos tecnológicos complexos, não é possível comparar os adolescentes de outros tempos e os de hoje. Mas do ponto de vista cognitivo não há diferença, pois pressuporia uma mutação genética. Os adolescentes da década 60 e 70 eram certamente bem mais politizados do que os de hoje, mas os contemporâneos estão mais antenados para questões globais, como ambiente. É preciso não pensar nos jovens como alienígenas. Eles continuam, por exemplo, gostando do rock, inventado em meados do século passado.

Um dos aspectos que se sobressaem hoje é a formação de comunidades reais e virtuais. Isso difere de outras gerações?
De fato, existem essas comunidades de que falam, mas são efêmeras e muito superficiais. No Instituto de Psicologia da USP, tivemos alguns problemas ilustrativos. Andaram escrevendo em blogs coisas ligadas a racismo e preconceito. Conversei com os alunos, que reconheceram o que fizeram. Mas o que chama a atenção é que disseram: quando entramos nesse mundo, relaxamos e escrevemos a primeira coisa que passa pela cabeça. De onde se deduz que não é fruto de reflexão real. Ou seja, são grupos que não se configuram como comunidades articuladas, mas existe sempre algo lúdico. Também tínhamos opiniões sobre professores, mas conversávamos entre nós e não se tornavam públicas. Muito do que atribuímos aos jovens é, de fato, subproduto da cultura que nós mesmos implementamos, como a fragmentação e a superficialidade.

Mas os professores dizem que as coisas mudaram em sala de aula...
Mudaram mesmo, e isso tem a ver com o tema da autoridade. Os professores tinham, antigamente, uma autoridade que lhes permitia pilotar uma sala de aula. Hoje, há um enfraquecimento do lugar de autoridade, que explica em parte o problema da indisciplina. A visão utilitária do conhecimento também colabora. Os jovens perguntam: para que serve isso? Para que serve saber que a Tterra é redonda se vamos à balada como se a Terra fosse chata? No entanto, as crianças têm muita curiosidade e querem saber como funciona o mundo. Como muitas coisas que se ensinam não têm finalidade, uma consequência possível é o tédio.

Por que vemos até mesmo crianças pequenas hoje reclamando de tédio?
É surpreendente ver como a questão está presente, mesmo já na infância. Há dois tipos de tédio: um é o que sentimos quando estamos em uma fila, ou seja, é inevitável; mas há o tédio existencial, um dos sinônimos de depressão, que embora tenha existido sempre é uma característica da sociedade contemporânea. Há uma cultura do tédio, que se caracteriza pela busca constante da diversão, do entretenimento. As crianças buscam estar atarefadas, e isso é típico da cultura pós-moderna. Isso tem muita relação com o mundo tecnológico que as crianças habitam. Se há um apagão, o que vou fazer? As pessoas buscam desesperadamente atividades, por mais superficiais que possam parecer.

A escola tem como influir nisso ou é uma questão social maior?
Se os próprios adultos não têm muita clareza do sentido da vida deles, não podem ajudar. Mas a escola tem muita possibilidade de ser uma usina de sentidos. O alerta que faço às escolas é que o sentido não está no conhecimento, mas na pergunta que o gerou. As escolas ensinam as respostas, mas esquecem de ensinar as perguntas. Por que alguém se preocupou com a origem da
Terra? Por que Darwin começou a pensar que os animais são mais próximos dos humanos do que parecem? O sentido está na pergunta. A escola tem nas mãos uma matéria-prima que nenhuma outra instituição tem: o conhecimento. E o conhecimento sempre nasceu de uma pergunta. (PC)

Técnicas de um bom professor

O que faz de alguém, afinal, um bom professor? A resposta pode equivaler às opiniões sobre a formação ideal da seleção brasileira: cada um tem sua resposta na cabeça. Uma contribuição no mínimo curiosa para responder à questão acaba de ser dada pelo pesquisador norte-americano Doug Lemov, que publicou o livro Teach Like a Champion.

Na obra, Lemov relaciona quase 50 estratégias de sucesso que levantou a partir da gravação em vídeo do trabalho de educadores norte-americanos, entre outras fontes. São técnicas simples e de fácil aplicação. Um exemplo: é comum, quando se pede aos alunos que leiam, alternadamente, trechos de um texto, que boa parte da classe se disperse. Lemov sugere que se alterne a leitura sem determinar pontos fixos, de maneira rápida e frequente. É uma forma de manter a classe acesa, já que pode ser a hora de pegar o bastão e seguir a leitura.

A maior parte das técnicas são adaptáveis à realidade de diferentes escolas. Há uma lista de estratégias para motivar a sala de aula.
O artigo todo, traduzido pela educadora Guiomar Namo de Mello, está no site
www.lge.org.br/ideiasemeducacao.
retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12893

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ensino da letra cursiva para crianças em alfabetização divide a opinião de educadores

HÉLIO SCHWARTSMAN
articulista da Folha

Deve-se ou não exigir que as crianças escrevam com letra cursiva? A questão, que divide educadores e semeia insegurança entre pais, está --ao lado da pergunta sobre o ensino da tabuada-- entre as mais ouvidas pela consultora em educação e pesquisadora em neurociência Elvira Souza Lima. A resposta, porém, não é trivial.
Quatro ou cinco décadas atrás, a dúvida seria inconcebível. Escrever à mão era só em cursiva e, para garantir que a letra fosse legível, os alunos eram obrigados desde cedo a passar horas e horas debruçados sobre os cadernos de caligrafia.
Veio, contudo, a pedagogia moderna, em grande parte inspirada no construtivismo de Piaget, e as coisas começaram a mudar. O que importava era que o aluno descobrisse por si próprio os caminhos para a alfabetização e a escrita proficiente. Primeiro os professores deixaram de cobrar aquele desenho perfeito. Alguns até toleravam que o aluno levantasse o lápis no meio do traçado. Depois os cadernos de caligrafia foram caindo em desuso até quase desaparecer.

O segundo golpe contra a cursiva veio na forma de tecnologia. A disseminação dos computadores contribuiu para que a letra de imprensa, já preponderante, avançasse ainda mais. Manuscrever foi-se tornando um ato cada vez mais raro.

No que parece ser o mais perto de um consenso a que é possível chegar, hoje a maior parte das escolas do Brasil inicia o processo de alfabetização usando apenas a letra de forma, também chamada de bastão.

Tal preferência, como explica Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG, tem razões de desenvolvimento cognitivo, linguístico: "No momento em que a criança está descobrindo as letras e suas correspondências com fonemas, é importante que cada letra mantenha sua individualidade, o que não acontece com a escrita "emendada' que é a cursiva; daí o uso exclusivo da letra de imprensa, cujos traços são mais fáceis para a criança grafar, na fase em que ainda está desenvolvendo suas habilidades motoras".

O que os críticos da cursiva se perguntam é: se essa tipologia é cada vez menos usada e exige um boa dose de esforço para ser assimilada, por que perder tempo com ela? Por que não ensinar as crianças apenas a reconhecê-la e deixar que escrevam como preferirem? Essa é a posição do linguista Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná, para quem a cursiva se mantém "por pura tradição". "E você sabe que a escola é cheia de mil regras sem qualquer sentido", acrescenta.

A pedagoga Juliana Storino, que coordena um bem-sucedido programa de alfabetização em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, é ainda mais radical: "Acho que ela [a cursiva] é uma das responsáveis pelo analfabetismo em nosso país. As crianças além de decodificar o código da língua escrita (relação fonema/ grafema) têm também de desenvolver habilidades motoras específicas para "bordar' as letras. O tempo perdido tanto pelo aluno, como pelo professor com essa prática, aliada ao cansaço muscular, desmotivam o aluno a aprender a ler e muitas vezes emperram o processo".

Esse diagnóstico, entretanto, está longe de unânime. O educador João Batista Oliveira, especialista em alfabetização, diz que a prática da caligrafia é importante para tornar a escrita mais fluente, o que é essencial para o aluno escrever "em tempo real" e, assim, acompanhar a escola. E por que letra cursiva? "Jabuti não sobe em árvore: é a forma que a humanidade encontrou, ao longo do tempo, de aperfeiçoar essa arte", diz.

Magda Soares acrescenta que a demanda pela cursiva frequentemente parte das próprias crianças, que se mostram ansiosas para começar a escrever com esse tipo de letra. "Penso que isso se deve ao fato de que veem os adultos escrevendo com letra cursiva, nos usos quotidianos, e não com letras de imprensa".

Para Elvira Souza Lima, que prefere não tomar partido na controvérsia, "os processos de desenvolvimento na infância criam a possibilidade da escrita cursiva". A pesquisadora explica que crianças desenhando formas geométricas, curvas e ângulos são um sério candidato a universal humano. Recrutar essa predisposição inata para ensinar a cursiva não constitui, na maioria dos casos, um problema. Trata-se antes de uma opção pedagógica e cultural.

Souza Lima, entretanto, lança dois alertas. O tempo dedicado a tarefas complementares como a cópia de textos e exercícios de caligrafia não deve exceder 15% da carga horária. No Brasil, frequentemente, elas ocupam bem mais do que isso.

Ainda mais importante, não se deve antecipar o processo de ensino da escrita. Se se exigir da criança que comece a escrever antes de ela ter a maturidade cognitiva e motora necessárias (que costumam surgir em torno dos sete anos) o resultado tende a ser frustração, o que pode comprometer o sucesso escolar no futuro.

O que a ciência tem a dizer sobre isso? Embora o processo de alfabetização venha recebendo grande atenção da neurociência, estudos sobre a escrita são bem mais raros, de modo que não há evidências suficientes seja para decretar a morte da cursiva, seja para clamar por sua sobrevida.

Há neurocientistas, como o canadense Norman Doidge, que sustentam que a escrita cursiva, por exigir maior esforço de integração entre áreas simbólicas e motoras do cérebro, é mais eficiente do que a letra de forma para ajudar a criança a adquirir fluência.

Outra corrente de pesquisadores, entretanto, afirma que, se a cursiva desaparecer, as habilidades cognitivas específicas serão substituídas por novas, sem maiores traumas. retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u736314.shtml

Conheça regras de acentuação do novo acordo ortográfico

Da acentuação gráfica das palavras oxítonas

1º-) Acentuam-se com acento agudo:

As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s: está, estás, olá; até, olé, pontapé(s), avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s).

Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.

O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), á-la(s) (de ar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s) iam (de habitar-la(s)- iam), trá-la(s)-á (de trar-la(s)-á);

c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também;

d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.

2º-) Acentuam-se com acento circunflexo:

a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).

3º-) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.

Da acentuação gráfica das palavras paroxítonas

1º-) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano.

2º-) Recebem, no entanto, acento agudo:

a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis) réptil (pl. répteis: var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ajax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices), índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).

Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.

b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), iris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).

Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/ tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.

3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.

4º-) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5º-) Recebem acento circunflexo:

a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone, (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).

b) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: benção(s), côvão(s), Estêvão, zángão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.

c) As formas verbais têm e vêm, 3 a-s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respectivamente / t ã j ã j /, / v ã j ã j / ou / t j /, / v j / ou ainda / t j j /, / v j j /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3a -s pessoas do singular do presente do indicativo ou 2 a-s pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. inter- vém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).

Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem etc.

6º-) Assinalam-se com acento circunflexo:

a) Obrigatoriamente, pôde (3ª- pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).

b) Facultativamente, dêmos (1ª- pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo: 3ª- pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª- pessoa do singular do imperativo do verbo formar).

7º-) Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

8º-) Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar etc.

9º-) Prescinde-se, do acento agudo e do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.

10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc.

Da acentuação das palavras proparoxítonas

1º-) Levam acento agudo:

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.

2º-) Levam acento circunflexo:

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica/tônica, e terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.

3º-) Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/ anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, Antó- nio/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/ gênio, ténue/tênue.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u441414.shtml

Começa período de adesão das universidades à segunda rodada do Sisu

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

A partir de hoje (18), as instituições públicas de ensino superior interessadas em participar do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) já podem enviar seus termos de adesão ao MEC (Ministério da Educação). Portaria que estabelece as regras para a edição de junho do Sisu foi publicada hoje (18) no Diário Oficial da União. As universidades devem informar o número de vagas e cursos que pretendem ofertar até o fim deste mês.

O Sisu foi criado no ano passado e disponibiliza vagas em diversas instituições públicas de ensino. Os estudantes se inscrevem e são classificados a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Na edição do meio deste ano, há algumas novas regras para que as universidades participem do sistema. Os detalhes estão na portaria publicada hoje. No primeiro semestre de 2009, 52 instituições participaram do Sisu oferecendo 47 mil vagas.

O estudante poderá se inscrever em até dois cursos, elegendo sua primeira opção. Durante o período de inscrição, ele pode alterar suas opções se perceber que tem mais chances de passar em alguma outra instituição ou curso diferente do que escolheu inicialmente.

Quem for aprovado para sua primeira opção é automaticamente retirado do sistema. Já o estudante que for selecionado para segunda opção ou não atingir a nota mínima para nenhum dos cursos escolhidos poderá permanecer em uma lista de espera. Esse mecanismo será utilizado para preencher as vagas remanescentes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/18/comeca-periodo-de-adesao-das-universidades-a-segunda-rodada-do-sisu.jhtm

Ministro anuncia criação de bolsas de pós-graduação para negros

Da Agência Brasil

O ministro da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Eloi Ferreira, anunciou nesta quinta-feira, dia em que se comemora os 122 anos da Lei Áurea, a criação de 250 bolsas de pós-graduação para alunos negros ou pardos e um aumento de 200 bolsas do Pibic (Programa de Iniciação Científica), que passarão de 600 para 800 em 2010.

O ministro destacou que, apesar de o sistema de cotas não ser obrigatório no Brasil, 91 universidades públicas do país adotam a reserva de vagas no vestibular para alunos negros.

Ele também anunciou o lançamento de um selo para identificar as instituições de ensino que promovem a Lei nº 10.639, de 2003. O texto tornou obrigatória a inclusão da história do povo negro e suas contribuições culturais, econômicas e sociais para o país no currículo de ensino infantil, fundamental e médio. A entrega dos selos ocorrerá em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Para Eloi Ferreira, as ações divulgadas hoje ajudam a corrigir injustiças e distorções históricas. "A promulgação da Lei Áurea não foi acompanhada de uma inclusão educacional, habitacional e isso faz com que até hoje o negro continue na base da pirâmide social", afirmou.

O ministro defendeu também a criação do Estatuto de Igualdade Racial, que já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. "Essa lei será como um segundo artigo da Lei Áurea. Ela garante o respeito às religiões de matriz africana e garante a possibilidade de acesso à terra aos remanescentes quilombolas", destacou.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u734590.shtml

Escola tem aulas suspensas após sofrer vandalismo na Grande SP

colaboração para a Folha

A escola Palmira Grassiotto Ferreira da Silva, em São Bernardo do Campo (na Grande São Paulo), foi atacada por vândalos que interromperam as aulas na semana passada.

As aulas foram suspensas na quarta-feira (12) à noite após danos provocados no sistema de abastecimento de água e da rede elétrica da escola.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o corte de água e energia foram solucionados no dia seguinte após o vandalismo e as aulas foram retomadas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u736209.shtml

Vereadores aprovam projeto de lei que proíbe trote estudantil em Barretos (SP)

LIGIA SOTRATTI
da Folha Ribeirão

A Câmara de Barretos (423 km de São Paulo) aprovou por unanimidade na noite desta segunda-feira (17) projeto de lei que proíbe o trote estudantil na cidade e define que as instituições de ensino devem participar do processo de recepção dos novos alunos.

A proibição foi motivada após episódio em fevereiro em que sete calouros da Unifeb (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) sofreram queimaduras no corpo após serem atingidos por um líquido, supostamente creolina, durante trote em frente à universidade.

O produto foi espirrado dentro do ônibus que levava os calouros da cidade vizinha de Jaborandi e continuou a ser jogado nos "bichos" na chegada à Unifeb.

Segundo o autor da lei, Paulo Henrique Corrêa (PR), no caso de trote agressivo, a faculdade deve apurar o caso e aplicar punição aos estudantes responsáveis. Se a instituição se omitir, pode ser penalizada com multa que varia de R$ 1.000 a R$ 20 mil, de acordo com a gravidade.

"A proposta é que a faculdade tome conhecimento do tipo de recepção que será feita aos calouros, que monte uma comissão para discutir como isso vai acontecer", disse o vereador.

O valor da multa será revertido para a compra de livros para a biblioteca da instituição ou destinado a atividades de alunos. A lei prevê que a instituição deve apurar o caso mesmo que ele não ocorra dentro de suas dependências.
Retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u737003.shtml

Universidade da integração inicia as aulas em agosto

Portal do MEC
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu (PR), abre este ano 300 vagas em seis cursos de graduação, com o ingresso dos alunos marcado para agosto. Metade das vagas destina-se a brasileiros e as outras 150 a estudantes da Argentina, do Uruguai e do Paraguai.

No caso dos brasileiros, podem concorrer alunos que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado. A Unila aderiu ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que no processo do segundo semestre deste ano usará as notas do Enem de 2009. O período de inscrição dos alunos no Sisu vai de 10 a 14 de junho. A seleção dos estrangeiros cabe ao ministério da educação de cada país.

Para o ingresso em agosto, são oferecidos bacharelados — 50 vagas por curso — em ciências biológicas, ecologia e biodiversidade (turno da manhã); relações internacionais e integração (tarde); economia, integração e desenvolvimento (noite); sociedade, estado e política na América Latina (tarde); engenharia ambiental e energias renováveis (manhã) e engenharia civil de infraestrutura (manhã).

Integração — Uma das quatro instituições públicas de ensino superior criadas, a partir de 2003, para promover a integração regional e internacional, a Unila tem proposta acadêmica interdisciplinar e bilíngue — português e espanhol. A lei que criou a universidade foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 12 de janeiro deste ano. Em 18 de março, tomou posse o reitor Hélgio Trindade, para um mandato de quatro anos.

As outras universidades federais criadas com essa proposta são a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que terá sede em Redenção (CE); a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém (PA), e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó (SC).

Assessoria de Comunicação Socia

Programa cria 4 mil comissões locais para acompanhamento

Portal do MEC
Porto Alegre — O Programa Universidade para Todos (ProUni) já conta com mais de quatro mil comissões locais de acompanhamento e controle social. Instaladas em campi universitários, essas comissões vão auxiliar o Ministério da Educação e a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do ProUni (Conap) no aperfeiçoamento e na fiscalização do programa.

A diretora de políticas e programas de graduação do MEC, Paula Branco de Mello, que nesta sexta-feira, 14, participou, em Porto Alegre, do seminário O Controle Social no Programa Universidade para Todos, destacou a consolidação do programa. Em cinco anos, o ProUni ofereceu 697 mil bolsas de estudos e alcançou 1,2 mil municípios. Hoje, reúne 1,4 mil instituições de educação superior — mais de 70% das instituições particulares do país — e está no 12º processo seletivo.

“As comissões locais vão aumentar a participação de estudantes, professores, coordenadores e representantes do ProUni nas instituições e da sociedade civil no aperfeiçoamento do programa”, afirmou Paula.

O presidente da Conap, José Tadeu Rodrigues de Almeida, lembrou que, à época do lançamento do programa, os movimentos sociais duvidavam do ProUni como a melhor alternativa. “Hoje, não há quem questione a validade do programa, que inclui milhares de jovens”, afirmou. Segundo ele, o debate passou a ser a qualidade da inclusão. Garantir essa qualidade é uma das atribuições das comissões de acompanhamento e controle social.

Paralelamente ao ProUni, o governo federal promove a expansão da educação federal pública. Desde 2003, foram criadas 105 unidades federais de ensino no país. Até o fim de 2011, 237 municípios serão atendidos

Rodrigo Dindo

Fortalecimento de política pública reúne especialistas

Portal do MEC
Começa nesta terça-feira, 18, em Brasília, o 1º Seminário Nacional de Educação Integral. O encontro, que se estenderá até sexta-feira, 21, será aberto às 19h30, na Academia de Tênis, com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad. Aprofundar e fortalecer a política pública de educação integral está entre os objetivos do Ministério da Educação ao promover o encontro. Hoje, 2,1 milhões de estudantes estão matriculados em escolas públicas de educação integral, nos 26 estados e no Distrito Federal.

Participarão do seminário 405 coordenadores municipais e 27 estaduais do programa Mais Educação, representantes de universidades públicas parceiras do programa, de centros de formação de professores, do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e das comissões de educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Durante os debates, serão abordados temas como o currículo da educação integral, a formação dos educadores, gestão e financiamento. Os participantes falarão também sobre educação no campo, direitos humanos e pessoas com deficiência.

A programação do seminário prevê relatos de experiências desenvolvidas nas escolas e exibição de documentário de 26 minutos sobre atividades em tempo integral de unidades de ensino em diferentes cidades. Alunos, professores, pais, monitores e agentes culturais contam o que fazem e o que isso representa na vida da escola e da comunidade.

O programa Mais Educação existe desde 2008 como política de educação integral pública. É desenvolvido em áreas de risco social e em regiões metropolitanas. Este ano, já foram habilitadas 9.907 escolas do ensino fundamental e 135 do médio. Elas devem atender 2,1 milhões de alunos. O investimento do governo federal será de R$ 382 milhões.

Ionice Lorenzoni

Governo federal compra 88% da produção de obras escolares

Portal do MEC
A produção de obras didáticas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), representou, em 2009, 88% do movimento do mercado editorial brasileiro nesse setor.

O levantamento foi feito pela autarquia com base em dados da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), e leva em conta os 115 milhões de obras distribuídas a 36,6 milhões de estudantes da educação básica pública, além de 3 milhões de títulos voltados à alfabetização de jovens e adultos. No mesmo período, o mercado privado adquiriu 15 milhões de exemplares.

“Os números mostram a importância do PNLD no contexto educacional do país”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

Escolha – Base da escolha dos livros didáticos que serão usados no próximo ano pelos estudantes da rede oficial de ensino em todo o país, o Guia do PNLD 2011 já está disponível no portal do FNDE na Internet. A partir do guia, que traz um resumo das obras avaliadas e selecionadas pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, professores e diretores de escolas públicas podem discutir seus conteúdos e verificar quais são mais adequadas para o trabalho em suas salas de aula.

A escolha dos livros ocorrerá de 21 de junho a 4 de julho e envolverá as disciplinas de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira (inglês e espanhol), do sexto ao nono ano do ensino fundamental.

Torino lembra, no entanto, que somente as redes de ensino público que oficializarem sua participação no PNLD por meio de termo de adesão poderão escolher e receber livros para o próximo ano. O prazo final para a adesão é 31 de maio.

O FNDE encaminhou o termo de adesão, pelo correio, a todos os gestores do país. O documento deve ser assinado pelo prefeito municipal, pelo secretário de educação do estado ou pelo diretor da escola federal e, em seguida, devolvido ao Fundo até o fim deste mês.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Estudantes do Amazonas desenvolvem leitura e escrita com olimpíada

Portal do MEC
O município de Boca do Acre, no Amazonas, abriga a foz dos rios Acre e o Purus. Mas não é só parte da hidrografia brasileira que nasce na pequena cidade. Boca do Acre parece ser também berço de uma futura geração de escritores, que estão sendo descobertos pela Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.

Carolina Lopes, hoje com 13 anos, foi uma das ganhadoras da competição em 2008, ano de estreia da competição como política pública. A menina, à época, no sexto ano do ensino fundamental, teve o texto premiado no gênero poesia. A partir daí, começou a participar de outros concursos de redação.

A professora Adriana Onofre, que participou da competição com a aluna, acredita que a Olimpíada da Língua Portuguesa serve de estímulo para os estudantes da região. “A maioria leva uma vida muito difícil aqui na Amazônia. Alguns moram em comunidades ribeirinhas e até demoram para chegar à escola. A competição eleva a autoestima”, afirma.

Na visão de Adriana, a olimpíada também é uma experiência boa para os educadores, que atualizam os métodos de ensino. A professora usa, ainda hoje, a didática de composição de textos contida no material da olimpíada enviado a cada escola. Animada com o bom desempenho na primeira competição, Adriana se inscreveu para a olimpíada de 2010. “Já estou me preparando e meus alunos estão animados. Espero vencer novamente.”

Formação — A Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que ocorre a cada dois anos, está na segunda edição. O objetivo é contribuir para a formação de professores com vistas à melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras.

A primeira edição alcançou seis milhões de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em parceria do Ministério da Educação com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Na edição de 2008, o número de professores inscritos chegou a 202.280. Eles representaram 55.570 escolas de 5.445 municípios. No Amazonas, o total de escolas que se inscreveram na competição foi de 631. Sete professores amazonenses, cada qual com um aluno, chegaram à semifinal.

Este ano, uma das novidades da olimpíada é a participação de alunos matriculados no nono ano (oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com textos do gênero crônica.

As demais categorias permanecem como em 2008 — estudantes do quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero poesia; do sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias. No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com artigos de opinião.

O tema para as redações em todas as categorias é O Lugar Onde Vivo, destinado a valorizar a interação das crianças e jovens com o meio em que crescem. Ao desenvolver os textos, o aluno resgata histórias, aprofunda o conhecimento sobre a realidade e estreita vínculos com a comunidade.

Em 2010, uma coleção didática da olimpíada foi enviada a todas as escolas públicas do Brasil. O material é composto por cadernos de orientação ao professor (propõem uma sequência didática para o ensino da leitura e produção de textos), coletânea de textos e cd-rom multimídia para quatro diferentes gêneros textuais (poema, memórias, artigo de opinião e crônica).

Na olimpíada, alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual, 152 na regional e 20 na nacional.

Tanto o estudante quanto o professor serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e impressoras.

Para que os professores se inscrevam, as secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. As adesões e inscrições devem ser feitas via internet, até de junho, na página eletrônica do Cenpec.

Letícia Tancredi

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