quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Repertório" é diferencial nas melhores redações da Fuvest, dizem professores

Ana Okada
Em São Paulo
De acordo com professores ouvidos pelo UOL Vestibular, o repertório dos candidatos foi um importante diferencial apresentado nas melhores redações da Fuvest 2010, pois compõe a chamada "marca de autoria". Esse recurso, de acordo com a professora Maria Aparecida Custódio, do cursinho Objetivo, é muito valorizado pelos corretores da Fuvest.
Ela conta que o vestibular procura não só textos que sejam bem escritos, mas que reflitam, na linguagem usada, o pensamento do estudante. "Você vê que o candidato não coloca a citação ali só para impressionar a banca. É tudo bem contextualizado", diz. "O estudante busca, no repertório dele, argumentos para embasar a redação, usando citações de livros, filmes etc. Isso enriquece a análise", explica Maria Aparecida.

O professor Eduardo Antonio Lopes, do cursinho Anglo, diz que os textos se destacaram, principalmente, por dois pontos: o bom emprego do português culto e o repertório apresentado, que é reflexo da formação cultural do estudante. Para ele, a principal lição que se pode tirar das melhores redações da Fuvest é a de que "não há receita de redação", dada a diversidade de modelos apresentados.

"Isso ataca o mito de que haja uma forma para executar uma redação. Não é como um exercício de matemática, que você tem etapas a serem seguidas numa certa ordem. Você vê que há redações que se aproximam desse modelo e há outras que se afastam bastante disso", salienta. "É importante que cada um procure seu estilo pessoal, seja pelo bom domínio da língua, seja pela boa exploração dos argumentos. Os textos foram escolhidos porque mostram muitas perspectivas que o candidato pode explorar", diz Lopes.

Intertextualidade
Os professores também chamam a atenção para a intertextualidade das redações. "Tem gente que continua achando que as matérias são compartimentadas. A redação é a chance de usar todas as disciplinas, e elas são muito úteis para enriquecer uma redação", diz Maria Aparecida.

"Se tem uma questão interdisciplinar é a redação", diz o professor Lopes. "A escrita reflete toda a formação do indivíduo e o repertório cultural da vida dele; isso não é tarefa só do professor de português, mas da família e de todos os professores de todas as disciplinas", diz.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2010/05/13/ult798u26080.jhtm

Veja quatro peguntas para fazer ao coordenador da escola

Ana Okada
Em São Paulo


Na época de escolher a nova escola, pais costumam visitar diversas escolas antes de decidir. E não tem jeito, para escolher bem é preciso mesmo gastar sola de sapato.
E, nessa maratona, a conversa com a coordenação da escola candidata é etapa essencial - é possível saber detalhes que nem sempre podem ser percebidos numa visita. Esse "departamento" coordena as ações dos professores e de todos os agentes envolvidos no processo da educação. Seus funcionários são os mais indicados para explicar a proposta pedagógica da escola e o conteúdo que será apresentado ao estudante.
Qual é o projeto educativo da escola?
Para a pedagoga Maria Estela Ferreira, essa é a primeira pergunta a ser feita. No projeto pedagógico, o pai e a mãe vão saber que aluno a escola pretende formar e qual o projeto curricular em vigor. "As respostas ajudam os pais a perceberem se as ações e decisões tomadas pela escola estão coerentes com a proposta declarada nos documentos institucionais. As ideias expressas no documento, porém, nem sempre garantem que elas se concretizarão", afirmou. E mais: não se intimide com os termos técnicos que aparecem nesse tipo, pergunte o que as expressões significam e não leve dúvida como lição de casa.

A escola tem professores antigos em seu quadro de funcionários?
A alta rotatividade de professores, segundo Maria Estela, pode ser um indício de que a escola não é tão atrativa para esses profissionais, o que pode interferir no rendimento do docente (e do aluno) em sala de aula. Para saber se a escola valoriza seus profissionais, também vale perguntar sobre o salário dos professores. Bons salários indicam que a instituição investe nos melhores professores do mercado.

Outro item que pode demonstrar interesse em ter uma boa equipe é oferecer atualização aos docentes. Como a escola procura manter os mestres em dia com as novidades no campo da educação? O que a instituição faz para manter neles o desejo de ensinar?

Os alunos são estimulados a participar de projetos?
Segundo a coordenadora do curso de pedagogia da Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo), Adriana Vianna, os pais devem perguntar à coordenação se há trabalho com projetos na escola. Esse tipo de atividade tem duração de cerca de um semestre e abarca diversas disciplinas. "É interessante saber como eles são trabalhados, se são interessantes. Projetos formam alunos mais críticos, reflexivos", afirma.

Procure saber também se a escola desenvolve algum tipo de trabalho social. E, em caso afirmativo, busque mais informações sobre a iniciativa para saber se ela faz parte do marketing da instituição ou revela preocupação real com a cidadania, o que é muito positivo para os estudantes.

Qual é a importância da opinião dos estudantes?
Para Roseli Hickmann, professora do curso de pedagogia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), os pais devem saber como se dá a interlocução entre a escola e o estudante. Para ela, as linhas mais atuais de pedagogia têm preocupação de manter diálogo entre os saberes e os interesses dos alunos. Ou seja, os estudantes precisam compreender a importância do que aprendem na escola em sua vida prática. "Os pais devem perguntar como a escola acolhe as opiniões, desejos e necessidades dos jovens", aconselha Roseli.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/escolha-escola/ult7986u3.jhtm

Encontro pretende fortalecer política de educação integral

Portal do MEC
Com 2,1 milhões de estudantes em escolas públicas de educação integral, nos 26 estados e no Distrito Federal, o Ministério da Educação realiza este mês o 1º Seminário Nacional de Educação Integral. O evento acontece de 18 a 21, na Academia de Tênis, em Brasília. Aprofundar e fortalecer a política pública de educação integral está entre os objetivos do encontro.

Participam do seminário os 405 coordenadores municipais e os 27 coordenadores estaduais do programa Mais Educação, as universidades públicas parceiras do programa, o comitê nacional do Mais Educação, centros de formação de professores, representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), comissões de educação da Câmara dos Deputados e do Senado.

A agenda do seminário consta de mesas de debates que abordarão temas como o currículo da educação integral, a formação dos educadores, gestão e financiamento; colóquios que vão tratar do programa em relação a educação no campo, aos direitos humanos, às pessoas com deficiência; grupos de trabalho e plenárias.

Experiências desenvolvidas nas escolas estarão presentes. Será exibido um documentário de 26 minutos sobre atividades em tempo integral de escolas de Belo Horizonte, Recife, Ananindeua (PA) e Diadema (SP). Alunos, professores, pais, monitores, agentes culturais contam como participam, o que fazem e o que isso representa na vida de suas escolas e comunidades.

Haverá uma exposição de 55 cartazes que mostram um pouco das experiências, selecionados entre as escolas do programa, e lançamentos de cadernos pedagógicos e de Direitos Humanos. Os participantes vão conhecer ainda o Jornal Escolar, que reúne uma mostra de jornais produzidos pelos estudantes do Mais Educação.

Programa – O Mais Educação existe desde 2008 como política de educação integral pública. O programa é desenvolvido em áreas de risco social e regiões metropolitanas, e a cada ano agrega mais alunos e mais escolas. Em 2010, o Mais Educação habilitou 10.042 escolas, sendo 9.907 do ensino fundamental e 135 do ensino médio. Esse conjunto de escolas deve atender 2,1 milhões de alunos. O investimento do governo federal será de R$ 382 milhões.

Ionice Lorenzoni

Rede de certificação recebe inscrições a partir de julho

Portal do MEC
A Rede Nacional de Certificação Profissional (Rede Certific) vai abrir inscrições para diversos cursos no mês de julho, em pelo menos 17 estados. O programa certificará trabalhadores que, apesar de dominar o ofício, não possuem diploma ou qualquer outro documento que comprove sua empregabilidade. O tema foi debatido nesta terça-feira, 11, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Na primeira fase do programa, serão beneficiados trabalhadores das áreas de pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil, eletroeletrônica e música. Os interessados deverão se submeter a testes de excelência e comprovar a sua experiência profissional.

Caso se constatem deficiências técnicas, a própria escola qualificará o trabalhador. Em caso de defasagem escolar, ele será encaminhado a uma escola de educação básica. Depois, receberá o diploma. Inicialmente serão 38 perfis profissionais aptos à certificação.

“É papel do Estado reconhecer o que a pessoa aprendeu, seja na vida ou em uma escola. Essa política resgata a cidadania e inclui milhares de pessoas”, disse Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do Ministério da Educação. Estima-se que no próximo semestre 10 mil trabalhadores sejam certificados. As redes estaduais e privadas poderão aderir à rede para ampliar o atendimento. A Rede Certific é uma iniciativa dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego.

Felipe De Angelis

MEC defende formação superior para professor do fundamental

Portal do MEC
A formação mínima de professores para atuar nos anos iniciais do ensino fundamental e a data de corte para o ingresso nessa etapa da educação básica foram tema de audiência pública nesta quarta-feira, 12, na Comissão de Educação do Senado Federal. Participaram do debate gestores municipais, professores, pesquisadores e representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A proposta do Ministério da Educação, que está em tramitação no Legislativo, prevê uma alteração no artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em vigor desde 1996. Pelo projeto enviado, somente professores com formação em nível superior poderão atuar nos anos iniciais do ensino fundamental.

Hoje, é determinada formação mínima de nível médio na modalidade normal para os professores que ensinam nos anos iniciais do ensino fundamental e na educação infantil. Para a secretária de educação básica do ministério, Maria do Pilar Lacerda, a discussão sobre a qualidade educacional é complexa, mas trabalhar por uma formação de professores mais adequada é fundamental para a melhoria. “Não há como oferecer uma educação de qualidade sem investirmos na formação de professores”, disse.

Para Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime nacional, o Brasil tem uma grande dívida com os professores. “Temos que reforçar e articular os esforços para elevar a formação inicial de nossos docentes, em regime de colaboração entre os entes federados”, observou.

Já a presidente do Consed, Yvelise Freitas de Souza, defende que as políticas públicas de formação de professores tenham continuidade. “O Plano de Formação de Professores deve ser uma política de estado, deve continuar no próximo governo”, afirmou. Yvelise referia-se ao Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, que tem a intenção de formar, até 2014, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados.

Heleno Araújo Filho, representante da CNTE na audiência pública, acredita que somente alterar a legislação não será suficiente para que se alcance uma educação de qualidade. “Devemos trabalhar também para melhorar a perspectiva de carreira, a jornada e as condições de trabalho dos professores”, afirmou.

Data de corte – Para o MEC, os estados e municípios devem seguir os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a matrícula no ensino fundamental. Portanto, somente podem ingressar nesta etapa da educação básica as crianças com seis anos completos ou a completar até o dia 31 de março.

De acordo com a secretária Maria do Pilar, 18 estados já seguem as orientações do conselho, mas somente com um projeto de lei, que estabeleça uma data de corte, os sistemas poderão se organizar mais facilmente. Para Pilar, o tempo de formação e desenvolvimento das crianças deve ser respeitado. “O foco do estabelecimento de uma data definidora da matrícula deve estar na criança e no seu direito de aprender na idade correta”, enfatizou.

Assessoria de imprensa da SEB

Ministério define novas regras do Sisu para as instituições e os alunos

Portal do MEC
A segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que definirá os candidatos que ocuparão as vagas nas universidades e institutos federais e outras instituições que aderirem ao sistema para o segundo semestre de 2010, terá novas regras. A adesão das instituições deverá iniciar-se ainda nesta semana, quando o MEC publica portaria definindo os procedimentos.

O anúncio foi feito pela secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, na tarde desta segunda-feira, em São Carlos (SP), onde participou de reunião na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

Para os estudantes, que utilizarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, será feita uma única rodada de inscrições, de 10 a 14 de junho. Ao inscrever-se, o aluno poderá fazer até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e poderá alterar suas opções até o final do período de inscrição.

Ao final das inscrições, haverá três chamadas subsequentes. Os candidatos que forem selecionados em sua primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores, inclusive aqueles que não realizarem a matrícula.

Ao final das três chamadas, caso ainda existam vagas disponíveis, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema. “As novas regras visam melhorar o preenchimento das vagas em espaço de tempo mais curto do que na primeira edição”, afirmou a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci.

As inscrições ao Sistema de Seleção Unificada acontecerão no mesmo período de inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Assessoria de Comunicação Social

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